Carnê-Leão ou Simples Nacional: entenda a diferença
Profissionais liberais que atuam como Pessoa Física (PF) recolhem o Carnê-Leão mensalmente — o imposto de renda sobre rendimentos de trabalho autônomo. A alíquota é progressiva e pode chegar a 27,5% sobre a base de cálculo, além da contribuição ao INSS como contribuinte individual (até 20% sobre o salário de contribuição, limitado ao teto previdenciário).
Ao abrir uma empresa pelo Simples Nacional, o profissional recolhe um único documento (DAS) que engloba todos os tributos federais, estaduais e municipais. Dependendo da profissão e da estratégia de pró-labore, a alíquota efetiva pode cair para 6% sobre o faturamento — uma diferença que pode representar dezenas de milhares de reais por ano.
Quem pode abrir CNPJ?
Médicos, psicólogos, fisioterapeutas, dentistas, advogados, engenheiros, arquitetos, desenvolvedores de software e a maioria dos profissionais liberais pode abrir uma empresa de prestação de serviços. O tipo societário mais comum é o EIRELI ou a SLU (Sociedade Limitada Unipessoal), que não exige sócios.
O que é o Fator R e por que importa?
O Fator R é a relação entre a folha de salários dos últimos 12 meses e o faturamento bruto do mesmo período. Quando esse percentual é igual ou superior a 28%, a empresa é tributada pelo Anexo III do Simples Nacional (alíquota inicial de 6%) em vez do Anexo V (alíquota inicial de 15,5%). Para profissionais sem funcionários, o pró-labore do sócio conta como folha — e a estratégia de pró-labore pode acionar esse benefício automaticamente.
Livro Caixa: a dedução que muitos ignoram
Na pessoa física, despesas relacionadas à atividade profissional — aluguel de consultório, software, assinatura de conselhos profissionais (CRM, OAB, CREA), material de trabalho — podem ser deduzidas da base de cálculo do IRPF via Livro Caixa. Ignorar essa dedução significa pagar mais imposto do que o legalmente devido. O nosso simulador considera essas despesas para garantir uma comparação justa entre PF e PJ.